Quem sou

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Sou uma pessoa alegre e tranquila.Tenho percepções um tanto diferente, vejo o mundo de forma simples e descontraída!! Ficar no mesmo lugar me cansa, por conta disso, amo viajar, principalmente quando não tenho tenho hora pra voltar. Sou uma romântica assumida, apaixonada pela músicas e por meus gatos. Talvez, eu até seja um tanto instável, mas sou sincera.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A cidade

Estar numa cidade relativamente grande não significa que a mesma seja grande perante outras, digo isso por experiencia propria, morava numa cidade que nunca cheguei a conhecer alguns de seus bairros, onde não conhecia todos os vizinho... De repente me mudei, para uma cidade muitas vezes maior do que outra. Não conheço nem o vizinho que mora na casa de baixo. Confesso que me senti meio perdida e um pouco assustada, talvez, no meio disso tudo.
Na cidade onde morava, era comum naqueles ônibus de fim de tarde, ganhar alguns esbarrões, não fruto da falta de educação das pessoas mas porque simplesmente não cabia mais ninguem dentro desses ônibus...Hoje onde moro, se levar um pisão no pé, o máximo que vc vai ouvir é "ninguem mandou você colocar essa coisa no meio do caminho", isso se a pessoa for educada, caso contrario, se ouvirá xingamentos dos mais variados tipos. Não sei se é por educação mesmo ou se é por frescura, mas em cidades grandes as pessoas são mais desbocadas e até menos humanas. Digo menos humanas, porque simplesmente a tendencia a "ignorar" o sofrimento alheio numa cidade grande é muito maior do que em cidade pequenas.
Li um dias desses um email de uma pessoa que se dispõe a cuidar de gatos doentes, fiquei feliz ao extremo por saber que existem pessoas como els. Que possuem um coração tão generoso, enquanto outros ao invés de cultivar bons sentimentos, se propõe a depredar prédios e agredir o próximo.
Esse é o retrato da nossa vida.

domingo, 15 de agosto de 2010

Saudade

Era dificil falar sobre aquilo... doía demais lembrar... a cada nova tentativa algo dentro dele se partia, mas era preciso continuar, seguir em frente, pelo menos era o que diziam sempre.
Esbarrou de novo na mesinha do telefone, como todos os dias, praguejou baixinho e seguiu se arrastando até a cozinha. A pia tinha louça de duas semanas atrás. Tudo estava do jeito que tinha sido deixado por ela. A dor voltou, latejando... as lembranças inundavam sua mente. Estava agora sentado no chão da cozinha, pensando...
- Faz duas semanas que estou assim, murmurou - poeira, copos e pratos sujos se espalhavam pela cozinha.- Preciso mudar.
Se arrastou até o quarto e caiu sobre a cama coberta de folhas de papel e cadernos, em sua maioria com um monte de coisas rabiscadas, falando sobre um amor que se foi, sobre saldade e vazio. Adormeceu ali.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um veleiro e uma escrivaninha




A tarde passava, brisas suaves cortavam a pequena vila...o ar parecia mais denso do que os outros dias,e invadia um pequeno recinto através da janela aberta, fazendo esvoaçar as longas cortinas brancas. O tempo passava devagar e ainda assim implacável.
Uma menina estava deitada sobre a cama, seu olhar percorria o céu, vagamente, à procurade algo inexplicável. Lentamente ela se levanta, seu olhar foge da janela e passa a vagar pelo quarto... ao seu lado, varios livros marcados, empilhados sobre a pequena escrivaninha já gasta pelo tempo.
Aos poucos os livros são abertos um à um, nas páginas marcadas pelas leituras noturnas...e, por alguns momentos sua mente foge do quarto e vai navegar pelas ondas de seus pensamentos, como um pequeno veleiro perdido na imensidão do mar, das suas próprias idéias e sentimentos.
Das gavetas da velha escrivaninha surgem o lápis e as folhas que logo dão lugar á idéias, e a menina se deixa levar pelas palavras que fluem de sua mente, lentamente imagina como seria sua mente a navegar por locais inexplorados, a conhecer lugares e pessoas, escreve rapidamente tudo isso nas suas preciosas folhas, antes que suas idéias fujam...aos poucos seus pensamentos retornam aonde tiveram no inicio... naquele pequeno quarto, abafado pela brisa quente que invade o ambiente.
Ela se levanta, caminha até a janela, observa o pôr-do-sol sobre o mar, lá no horizonte um pequeno veleiro parte rumo ao sol.


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Inspirada na música Wood Ship - Uttara Kuru